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segunda-feira, 21 de abril de 2014

Olhar 54





Olhar 54
                                                      Fernanda Figueiredo.


Brasília não há montanhas, morros
É abstrato,
Lugar onde a solidão se aloca
É Luz, raio de sol, véus e cores
De palácios, sem amores
Horizonte perdido... Infinito
Sem multidões...

Brasília não há mar
É um longo traçado
Oriental, azul celestial, horizontal
De momentos áureos, da aurora,
da saudade que assola

Brasília é cheia de poetas
com vontade de tombar o céu
É milagre das tribos, dos sonhos
É festa, contemplação.

Brasília não tem muros, muralhas
Cidade aberta,lua de prata
Docinho do céu, jorra mel, água boa
É verde, cipó, cinza, retorcida
Brasília, a bela da tarde,
sem nuvens.


Orgulho de Brasília







Faixa de pedestre é orgulho dos moradores de Brasília, entretanto, ultimamente, há falta de respeito do motorista para com o pedestre. O motorista quando resolve parar não espera o pedestre chegar do outro lado, arranca o carro com velocidade. Falta campanha de educação. 

Muita gente vem morar na cidade e acha que Brasília é terra de ninguém. Nana-nina-não! Tudo que se conquista aqui é fruto de luta, as pessoas aqui exercem  sua cidadania. 

Estender nossa mão é mais que um gesto simbólico. Significa dizer que não importa quem está no volante, se é ministro, general, juiz. A autoridade que for terá que parar para o operário, para doméstica, para o cidadão de qualquer profissão. Vamos continuar cobrando campanhas de educação para o motorista  e pedestre. Necessário melhoramento na visualização das faixas, na tentativa de se evitar as mortes que  acontecem. Infelizmente.

A faixa de pedestre é uma conquista dos cidadãos desta cidade. São  anos de uso da faixa de pedestre. Orgulho nacional. Na verdade, muitos a elogiam e parecem nem acreditar com tanta civilização. Vamos continuar civilizados? 




segunda-feira, 14 de abril de 2014

Erva do Oriente...


A asafoétida (foto) é um complemento para pratos de feijão que ajuda a evitar gases. Muito usado  na culinária ayurvédica. É bem caro e cheiro nada agradável, mas resolve o problema.

Certas especiarias foram relatadas para neutralizar a produção de gases intestinais, mais notavelmente o cominho intimamente relacionado, coentro, alcaravia e outros, como ajwain, açafrão, asafoetida (Hing), epazote e alga kombu (alga marinha japonesa).

A maioria dos amidos, incluindo batatas, milho, macarrão e trigo, produz gás como eles são discriminados no intestino grosso. O arroz é o amido único que não causa gás.

Probióticos (iogurte ao vivo, kefir, etc.) são a reputação de reduzir flatulência quando usado para restaurar o equilíbrio para a flora intestinal normal. Iogurte (bioativos) ao vivo contém, entre outras bactérias lácticas, cmLactobacillus acidophilus', que pode ser útil na redução da flatulência.

Asafoetida é uma erva  de forte cheiro nativo do Oriente Médio que a maioria das pessoas quer amar ou odiar. A diferença de opinião torna-se evidente em seus dois nomes comuns: do diabo estrume e alimentos dos deuses. O sabor incomum de asafoetida moído em pó marrom-, é mais popular em pratos indianos.

Armazenar asafoetida em recipientes selados, como tem um poderoso enxofre e cheiro de cebola podre que pode escoar rapidamente outros alimentos ou afetar permanentemente o cheiro de sua geladeira ou armários de cozinha. Asafoetida solo ou bloco vai durar 1 ou 2 anos se armazenado em um local seco e escuro. Uma vez cozido, o fedor pungente de spice dissipa e é transformado em um delicioso sabor de cebola e alho. (reprodução)

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Portaria da Anvisa parece uma receita da patalógica


Permite  pelos de ratos, até cinco insetos, ácaros...



Salagadula, mexicabula, bibidi-bobodi-bu
Junte isso tudo e teremos então
Bibidi-Bobodi, Bibidi-Bobodi, Bibidi-Bobdi-Bu



A Anvisa permite pelo de rato em alguns produtos: "os chocolates podem conter até 10 fragmentos de insetos em 100g do alimento. No caso de pelo de roedor, a ANVISA permite 1 em cada 100g" 

Os fragmentos de insetos -menos de baratas, formigas e moscas- e pelos de rato, são aceitos em produtos como geleia e achocolatados. A definição de limites de tolerância para produtos de tomate considerou a análise de cerca de 7.000 amostras: 12% tinham pelo de roedor. O limite estabelecido pela Anvisa é de um fragmento de pelo a cada 100 gramas. A medida estabelece o limite tolerável de “matérias estranhas” em frutas, farinhas, chás, cafés e achocolatados. Por exemplo: catchup, molho, purê, polpa e extrato de tomate podem ter até 10 pedaços de insetos para cada 100g.As frutas desidratadas não escaparam. O limite máximo para pedaços de insetos é de 25 para 25g. Nas geleias de frutas, uma embalagem de 100g não pode ter mais do que 25 fragmentos de insetos.

Achou que é brincadeira? Baixe na internet  essa  portaria.

sábado, 29 de março de 2014

Puxadinho no Congresso...

Foto Fernanda Figueiredo

Visitei o Congresso Nacional e fiquei chocada com as modificações na obra de arquitetura arrojada. Foram muitas alterações, modificações no seu layout. São diversos puxadinhos. Com certeza,  deve haver pressão por parte de parlamentares para conquista de  mais espaço, acomodação de seus funcionários, consultórios, restaurantes, salas de comissão, etc. Porém, nada justifica essa  alteração da obra de Oscar Niemeyer.

Trabalhei por quatro anos na casa e gostava dos amplos espaços, salões. Implicava com os tapetes, que escondiam os ácaros nos corredores e nos  gabinetes fechados. Acho que após muitas queixas mudaram o piso.

O Congresso é uma cidade. Tem mais gente do que qualquer Shopping. Brasília é uma cidade que não se encontra multidão nas ruas. No Congresso Nacional ocorre o contrário, a Câmara e o Senado recebem milhares de pessoas, com propósito de defender interesses de categorias, turistas, é um palanque para tudo e todos.

Inclusive, após ter constatado essas  mudanças, foi publicada uma matéria  no “Correio Brasiliense” sobre o assunto que transcrevo parte do texto, abaixo:


Foto Fernanda Figueiredo


“Amante das curvas, dos traçados livres e do espaço vazio, Oscar Niemeyer projetou o Congresso Nacional. Arquiteto renomado criou uma planta única, inovadora, que destoava de todos os palácios tradicionais — de famílias reais — que marcavam a época, na década de 1950.

Pela primeira vez no Brasil, parlamentares da Câmara e do Senado seriam unidos em um só prédio. E teriam que aprender ali a circular pelo mesmo espaço. Oscar Niemeyer previa uma ocupação adensada no Congresso. Antes mesmo da inauguração, estudou a ampliação da construção para comportar — à época, em meados de 1957 a 1960 — os 389 parlamentares: 63 senadores e 326 deputados.

 Construiu o anexo 4, ligado ao principal edifício em grande estilo, com luxuosa passagem entre as casas. Só não conseguiu antecipar que a medida não seria suficiente para tantos cargos e que os vãos, típicos das obras dele, acabariam ocupados por salas de lideranças, reuniões, postos médicos, gabinetes, lojas. “(Naira Trindade)








sábado, 1 de março de 2014

Casa da Roça


No carnaval maranhense sobrevive uma tradicional brincadeira: A CASINHA DA ROÇA. Foi na década de 40, que alguns foliões, pegaram um caminhão e na carroceria, eles recriaram o cenário de uma casa típica do interior do Maranhão. Toda de palha.

A casa da roça é  toda decorada com chita e enfeites típicos, fogareiro, lamparinas, redes, cestos, balaios, peneiras, abanos, panelas de alumínio, e outros utensílios domésticos da região. Afora isso, não pode faltar à boa farinha e uma providencial cachaça.

Para completar o ambiente da casinha da roça, sobem no caminhão as mulheres do Tambor de Crioula, que começam a rodopiar, ao som dos pandeiros, com suas coloridas  saias, colares, perfumes e  flores no cabelo. Em algumas ocasiões são transportadas as quebradeiras de coco, as mulheres arriscam a peneirar arroz, oferecem o arroz de cuxá,  preparam um café, como se estivessem em casa, recebendo os foliões, na maior cantoria. Está pronta à festa popular.

O caminhão se desloca pelas ruas bem devagar. Os brincantes descem do carro e animam quem acompanha à tradicional brincadeira, peculiar do estado do Maranhão. 



quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Sociedade de um cinegrafista morto...

           
                                                     Sociedade de um cinegrafista morto
                                                                                                           
                                                                                                                        Fernanda Figueiredo.


         Não sou socióloga, tampouco cientista social. Entretanto, há tempos observo que algo não vai bem na sociedade brasileira. Identifico uma intolerância por parte das pessoas. Os jovens são os mais descompromissados com posturas éticas, indo por caminhos obtusos. Nem tanto por posições reacionárias, mas principalmente, por ações intolerantes.

       Os fatos recentes reforçam à tese. O vandalismo dos Black block que tiraram a vida do cinegrafista da Rede Bandeirantes, em manifestação ocorrida no Rio de Janeiro, reflete uma imagem soturna. Não se conhece os subterrâneos dessa turma, que pratica atos de vandalismo e matam.

      Além disso, há outro fato execrável que é a atuação dos jovens justiceiros na zona sul do Rio de Janeiro, que amarraram com uma trava de bicicleta um menor infrator, em ponto turístico da cidade. Dadas às circunstancias, da falta de humanidade, percebe-se que à sociedade transitará para um caminho perigoso se não dermos um basta! “Violência gera violência” já dizia sabiamente o profeta Gentileza.

       Esses fatos ocorridos sinalizam uma inversão total de valores. Uma apresentadora de TV que instiga à violência carece de debate, preocupação. Observa-se a quantidade de ódio, rancor que é jogado nas redes sociais, isso tudo impressiona. As pessoas retrucam: “esfola, mata, fuzila”, com muita naturalidade. Algo inexplicável, assombroso!

         Identifica-se uma geração que cresceu sem ideologia, sem referenciais; que têm outros valores bem diferentes. Nota-se em muitos jovens à falta de civilidade, de princípios básicos, de educação mesmo: não respeitam os mais velhos, são intolerantes no trânsito, são preconceituosos. 

         É uma geração que vê a vida diante de uma tela. Esses jovens dão-nos uma ideia que nasceram teclando e sentimentos como amor, amizade, fraternidade, respeito, doação, não são assimilados, ficam robotizados, congelados. 

       Por outro lado, existe impunidade no ar. Um cansaço generalizado de esperar que as autoridades resolvam. Como diz a musica do Chico Buarque: “O que não faz sentido...” Mesmo que exista essa aclamação para acabar com a violência urbana, para acabar com corrupção política, não faz sentido utilizar a violência para intimidar, não faz sentido jogar bombas em inocentes, não faz sentido ir às ruas com o intuito de gerar maior quebra-quebra.

        Há nessa mesma geração, pessoas de bem, que desejam construir um país mais humano. E são estes que podem e devem mudar o jogo, construindo uma sociedade mais justa e fraterna, bem diferente da sociedade de um cinegrafista morto.