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quinta-feira, 28 de maio de 2015

Parque Olhos D' Água- Brasília

É  preciso ter um olhar especial para enxergar tanta beleza escondida no Parque Olhos D'Água-Asa Norte.

Todas as Fotos by Fernanda Figueiredo

















sexta-feira, 22 de maio de 2015

Texto-Maitê Proença

“Somos queijo gorgonzola”
Texto Maitê Proença (é o que consta na internet.)


Estamos envelhecendo, estamos envelhecendo, estamos envelhecendo, só ouço isto. No táxi, no trânsito, no banco, só me chamam de senhora. E as amigas falam “estamos envelhecendo”, como quem diz “estamos apodrecendo”. Não estou achando envelhecer esse horror todo. Até agora. Mas a pressão é grande. Então, outro dia, divertidamente, fiz uma analogia.

O queijo Gorgonzola é um queijo que a maioria das pessoas que eu conheço gosta. Gosta na salada, no pão, com vinho tinto, vinho branco, é um queijo delicioso, de sabor e aroma peculiares, uma invenção italiana, tem status de iguaria com seu sabor sofisticadíssimo, incomparável, vende aos quilos nos supermercados do Leblon, é caro e é podre. É um queijo contaminado por fungos, só fica bom depois que mofa. É um queijo podre de chique. Para ficar gostoso tem que estar no ponto certo da deterioração da matéria. O que me possibilita afirmar que não é pelo fato de estar envelhecendo ou apodrecendo ou mofando que devo ser desvalorizada.

Saibam: vou envelhecer até o ponto certo, como o Gorgonzola. Se Deus quiser, morrerei no ponto G da deterioração da matéria. Estou me tornando uma iguaria. Com vinho tinto sou deliciosa. Aos 50 sou uma mulher para paladares sofisticados. Não sou mais um queijo Minas Frescal, não sou mais uma Ricota, não sou um queijo amarelo qualquer para um lanche sem compromisso. Não sou para qualquer um, nem para qualquer um dou bola, agora tenho status, sou um queijo Gorgonzola.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Brasília- texto de 1977

Foto Fernanda Figueiredo

               Brasília*


                                                                                        *Este texto escrevi em 1977.








Quando que cheguei em Brasília senti que estava perto de descobrir seus encantos. Fiquei impressionada com a limpeza das imensas avenidas. O ônibus circulava bem devagar para melhor apreciarmos à paisagem. Chegando na rodoviária o movimento de pessoas era intenso, senti muito calor humano.

Cheguei a pensar que Brasília seria um pouco daquela agitação, mas senti um enorme impacto, quando notei que estava enganada. Da janela do baixo edifício, observei que nas ruas o movimento de gente não existia.

Uma cidade onde paira solidão no ar. Brasília faz parte da vida moderna, onde as pessoas estão muito distantes, onde a monotonia é sua eterna companheira.

A bela vista panorâmica da cidade situa uma arquitetura cartão postal. O avião foi bem planejado, já não é uma utopia. Fica só bem difícil, para quem deseja ver algum passageiro. As pessoas parecem que vivem escondidas, ou são encontradas nos poucos pontos de diversão, ou nos muitos locais de trabalho.

Talvez, este meu texto, seja um paradoxo, pois conheci Brasília após a morte do JK, num período de luto, que pode ter contribuído para que cada habitante estivesse abalado com sua repentina morte. A morte de JK causou um choque realmente, mas Brasília deverá ter “alma” de um peixe vivo. Viva, Brasília!

sábado, 4 de abril de 2015

Exposição no CCBB "Ciclo – Criar com o que temos"

Até o dia 20 de abril, o Centro Cultural Banco do Brasil (Ccbb) recebe a mostra "Ciclo – Criar com o que temos", arte feita com materiais do cotidiano. Comemorando 100 anos dos primeiros ready-made de Marcel Duchamp, artista que inovou ao promover o deslocamento de objetos comuns para o cenário de exposições de arte.

A mostra reúne 15 artistas de diversas nacionalidades, utilizando materiais do nosso cotidiano como: palitos de dentes, e absorventes íntimos que emolduram um lustre, no qual o impacto é bem impressionante. 

Foto Fernanda Figueiredo

A portuguesa Joana Vasconcelos é um dos nomes mais conhecidos do público brasileiro, tendo realizado diversas exposições no País.  Em “Ciclo”, é mostrada  uma de suas obras mais notáveis: “A Noiva”, um gigantesco e suntuoso lustre, de 5 metros de altura, feito com mais de 25 mil de absorventes íntimos (OB’s), comentário irônico sobre o papel social e íntimo da mulher na nossa sociedade. A obra, de 2001, já participou de mais de dez exposições.

Foto  Fernanda Figueiredo

Julia Castagno (1977) – “Modelo para a sobrevivência” é uma surpreendente e complexa estrutura geométrica composta por milhares de poliedros, criada pela artista uruguaia ao longo de dois anos de trabalho para colar cerca de 10 mil palitos de dente num processo lento de repetição de padrões e exploração de elementos geométricos no espaço. A artista reapropria-se esteticamente do objeto de menor valor comercial no mundo atual, para criar uma obra plasticamente sublime.




Tara Donovan (1969) – A artista americana é autora de grandes instalações e esculturas feitas a partir da manipulação de grandes quantidades de material industrializado, como canudos, copos e até mesmo escovas de dente. O publico brasileiro terá a oportunidade de descobrir “Sem título (Copos de plástico)”, trabalho de grande sucesso da artista, apresentado pela primeira vez em 2006, no qual a artista recria uma topografia sedutora, uma paisagem imaginada, na qual explora texturas, efeitos de luz e sutilezas cromáticas utilizando apenas milhares de copos de plástico transparentes.

Interessante, também, a GumHead, uma enorme escultura da cabeça do Canadense Douglas Coupland, onde o público é convidado a colar gomas de mascar em sua “cabeça”.  



quarta-feira, 25 de março de 2015

Fauna do Parque Olhos D'Água

Asa Norte-Brasília-DF. E a capivara? Desta vez, não deu!




   Fotos  Fernanda Figueiredo

quinta-feira, 19 de março de 2015

Thoreau...


Walden ou A Vida nos Bosques é uma autobiografia do escritor transcendentalista Henry David Thoreau. A obra é considerada, simultaneamente, como uma declaração de independência pessoal, uma experiência social, uma viagem de descoberta espiritual e um manual para a autossuficiência.
pt.wikipedia.org

Henry David Thoreau, poeta, agrônomo, filósofo, escritor, professor, naturista e ensaísta, nasceu em 12 de julho de 1817, na cidade de Concord, estado de Massachusetts, nos EUA.

Em 1845, optou por viver dois anos no meio da floresta, longe da civilização, em uma cabana construída por ele próprio, às margens de um lago chamado Walden, onde passava dias caminhando por entre bosques, estudando a fauna e a flora.  

Essa experiência foi relatada no livro “Walden, or life in the Woods” (Waden, a vida na floresta), que se tornou uma referência sobre a vida selvagem e um clássico da literatura americana.

Em 1849, Thoreau  escreveu o ensaio “ A Desobediência Civil”, onde prega que todo homem tem o direito de desobedecer a  uma lei, caso ela transgredisse a outra superior, moral, natural e, principalmente fundamental do homem. A partir daí, dedicou-se ao ativismo político. Seu pensamento liberal foi muito influenciado por Jean-Jacques Rousseau, uma das figuras mais marcantes do iluminismo francês e autor do livro “O Contrato Social”, que inspirou a Revolução Francesa.

Resumo do texto de Alexandre Salum.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Meu pé de Urucum

Urucu, ou urucum, é o fruto do urucuzeiro. Encontrei na minha quadra, em Brasília. 


O urucu é utilizado tradicionalmente pelos índios brasileiros (juntamente com o jenipapo, de coloração preta) e peruanos, como fonte de matéria prima para tinturas vermelhas, usadas para os mais diversos fins, entre eles, protetor da pele contra o sol e contra picadas de insetos; há também o simbolismo de agradecimento aos deuses pelas colheitas, pesca ou saúde do povo. No Brasil, a tintura de urucu em pó é conhecida como colorau e usada na culinária para realçar a cor dos alimentos.