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segunda-feira, 20 de julho de 2015
quarta-feira, 15 de julho de 2015
Lagoa do Sapo -Parque Olhos D'Água
A Lagoa do Sapo fica localizada no Parque Olhos D'Água entre as quadras 414/415 norte, e inaugurado em 1994, ocupando áreas de antigas invasões.
A lagoa é resultado de uma nascente que se encontra no local. O lago possui uma grande variedade de animais, entre eles, tartarugas, como a tigre d´água asiáticas, e peixes como a tilápia. O nome Lagoa do Sapo vem da denominação de uma antiga Sociedade Amigos do Parque Olhos D'Água (SAPO).
A Lagoa é minha inspiração, refúgio para meditação. Acho um verdadeiro oásis, uma miragem. Gosto muito de fotografá-la.
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| Fotos Fernanda Figueiredo-Direitos reservados |
sábado, 11 de julho de 2015
quinta-feira, 28 de maio de 2015
sexta-feira, 22 de maio de 2015
Texto-Maitê Proença
“Somos queijo gorgonzola”
Texto Maitê Proença (é o que consta na internet.)
Texto Maitê Proença (é o que consta na internet.)
Estamos envelhecendo, estamos envelhecendo, estamos envelhecendo, só ouço isto. No táxi, no trânsito, no banco, só me chamam de senhora. E as amigas falam “estamos envelhecendo”, como quem diz “estamos apodrecendo”. Não estou achando envelhecer esse horror todo. Até agora. Mas a pressão é grande. Então, outro dia, divertidamente, fiz uma analogia.
O queijo Gorgonzola é um queijo que a maioria das pessoas que eu conheço gosta. Gosta na salada, no pão, com vinho tinto, vinho branco, é um queijo delicioso, de sabor e aroma peculiares, uma invenção italiana, tem status de iguaria com seu sabor sofisticadíssimo, incomparável, vende aos quilos nos supermercados do Leblon, é caro e é podre. É um queijo contaminado por fungos, só fica bom depois que mofa. É um queijo podre de chique. Para ficar gostoso tem que estar no ponto certo da deterioração da matéria. O que me possibilita afirmar que não é pelo fato de estar envelhecendo ou apodrecendo ou mofando que devo ser desvalorizada.
Saibam: vou envelhecer até o ponto certo, como o Gorgonzola. Se Deus quiser, morrerei no ponto G da deterioração da matéria. Estou me tornando uma iguaria. Com vinho tinto sou deliciosa. Aos 50 sou uma mulher para paladares sofisticados. Não sou mais um queijo Minas Frescal, não sou mais uma Ricota, não sou um queijo amarelo qualquer para um lanche sem compromisso. Não sou para qualquer um, nem para qualquer um dou bola, agora tenho status, sou um queijo Gorgonzola.
segunda-feira, 20 de abril de 2015
Brasília- texto de 1977
| Foto Fernanda Figueiredo |
Brasília*
*Este texto escrevi em 1977.
Quando que cheguei em Brasília senti que estava perto de descobrir seus encantos. Fiquei impressionada com a limpeza das imensas avenidas. O ônibus circulava bem devagar para melhor apreciarmos à paisagem. Chegando na rodoviária o movimento de pessoas era intenso, senti muito calor humano.
Cheguei a pensar que Brasília seria um pouco daquela agitação, mas senti um enorme impacto, quando notei que estava enganada. Da janela do baixo edifício, observei que nas ruas o movimento de gente não existia.
Uma cidade onde paira solidão no ar. Brasília faz parte da vida moderna, onde as pessoas estão muito distantes, onde a monotonia é sua eterna companheira.
A bela vista panorâmica da cidade situa uma arquitetura cartão postal. O avião foi bem planejado, já não é uma utopia. Fica só bem difícil, para quem deseja ver algum passageiro. As pessoas parecem que vivem escondidas, ou são encontradas nos poucos pontos de diversão, ou nos muitos locais de trabalho.
Talvez, este meu texto, seja um paradoxo, pois conheci Brasília após a morte do JK, num período de luto, que pode ter contribuído para que cada habitante estivesse abalado com sua repentina morte. A morte de JK causou um choque realmente, mas Brasília deverá ter “alma” de um peixe vivo. Viva, Brasília!
sábado, 4 de abril de 2015
Exposição no CCBB "Ciclo – Criar com o que temos"
Até o dia 20 de abril, o Centro Cultural Banco do Brasil (Ccbb) recebe a mostra "Ciclo – Criar com o que temos", arte feita com materiais do cotidiano. Comemorando 100 anos dos primeiros ready-made de Marcel Duchamp, artista que inovou ao promover o deslocamento de objetos comuns para o cenário de exposições de arte.
A mostra reúne 15 artistas de diversas nacionalidades, utilizando materiais do nosso cotidiano como: palitos de dentes, e absorventes íntimos que emolduram um lustre, no qual o impacto é bem impressionante.
| Foto Fernanda Figueiredo |
A portuguesa Joana Vasconcelos é um dos nomes mais conhecidos do público brasileiro, tendo realizado diversas exposições no País. Em “Ciclo”, é mostrada uma de suas obras mais notáveis: “A Noiva”, um gigantesco e suntuoso lustre, de 5 metros de altura, feito com mais de 25 mil de absorventes íntimos (OB’s), comentário irônico sobre o papel social e íntimo da mulher na nossa sociedade. A obra, de 2001, já participou de mais de dez exposições.
| Foto Fernanda Figueiredo |
Julia Castagno (1977) – “Modelo para a sobrevivência” é uma surpreendente e complexa estrutura geométrica composta por milhares de poliedros, criada pela artista uruguaia ao longo de dois anos de trabalho para colar cerca de 10 mil palitos de dente num processo lento de repetição de padrões e exploração de elementos geométricos no espaço. A artista reapropria-se esteticamente do objeto de menor valor comercial no mundo atual, para criar uma obra plasticamente sublime.
Tara Donovan (1969) – A artista americana é autora de grandes instalações e esculturas feitas a partir da manipulação de grandes quantidades de material industrializado, como canudos, copos e até mesmo escovas de dente. O publico brasileiro terá a oportunidade de descobrir “Sem título (Copos de plástico)”, trabalho de grande sucesso da artista, apresentado pela primeira vez em 2006, no qual a artista recria uma topografia sedutora, uma paisagem imaginada, na qual explora texturas, efeitos de luz e sutilezas cromáticas utilizando apenas milhares de copos de plástico transparentes.
Interessante, também, a GumHead, uma enorme escultura da cabeça do Canadense Douglas Coupland, onde o público é convidado a colar gomas de mascar em sua “cabeça”.
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