Histats

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Reza xá!

O chá das cinco...

O  chá é  algo tão delicado, ouço dizer que sua  apreciação iguala  pobres e  ricos.




Ganhei este delicado chá direto de Bali. Pesquisei e vi que é realmente especial.

‘Trata-se do  chá que Maria Antonieta, a rainha mais desprezada da França, bebia no Palácio de Versalhes. Não era qualquer chá. Feito do botão de jasmim e em contato com água quente desabrocha uma delicada flor. Detalhe: a cor da flor é sempre uma surpresa. Trata-se do chá branco Yin Zen, de origem chinesa, que há mais de mil anos proporciona um espetáculo aos olhos e ao paladar. O Yin Zen é um flowering tea, o chá branco milenar mais precioso da China. Ele é feito com um botão de flor e envolto com folhas de chá verde. Após ser ressecado, recebe aroma de lavanda e é costurado no formato de um buquê com finos fios de algodão. Em contato com água quente, as folhas se desprendem e, como mágica, uma flor "nasce". Além do aspecto visual, a surpresa do chá ainda fica com as cores e formatos da flor, que são sempre diferentes. É simplesmente fantástico. ‘(Reprodução Gazeta do Povo)

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Sete Lamentos

Foto Fernanda Figueiredo


SETE LAMENTOS

                   Fernanda Figueiredo

Quedas que se vão
Quedas que não voltam mais
Quedas raras
Quedas d’água
que rolam,
em lágrimas
são sete mágoas
são sete lamentos

Quedas
que se vão
quedas raras 
quedas d’águas
Sete quedas...
sete mágoas...

Ao sopro do vento...
Guaíra, guarida, adeus!


Movimento Salve Sete Quedas- 1982.


domingo, 28 de julho de 2013

Ópera de Cubatão




Ópera de Cubatão



               Fernanda Figueiredo


Fumaça em pás-de-deux

Suspiros de hidróxidos
Amores com monóxidos
Cinzas do ar
Utópico sangri-lá
Cubatão

tão
down.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Foto do dia...


O pôr do sol  de Brasília
não tem como decifrar
cada estação uma  cor
onde  o céu é o mar...
O por do sol  do cerrado
tem a mesma melodia,
o mesmo encanto
a mesma magia
de um deserto 
que se  faz amar...



segunda-feira, 8 de julho de 2013

Fábula...

FOTOS DE FERNANDA FIGUEIREDO- LAGONORTE





A raposa e as uvas

Morta de fome, uma raposa foi até um vinhedo sabendo que ia encontrar muita uva. A safra tinha sido excelente. Ao ver a parreira carregada de cachos enormes, a raposa lambeu os beiços. Só que sua alegria durou pouco: por mais que tentasse, não conseguia alcançar as uvas. Por fim, cansada de tantos esforços inúteis, resolveu ir embora, dizendo:

- Por mim, quem quiser essas uvas pode levar. Estão verdes, estão azedas, não me servem. Se alguém me desse essas uvas eu não comeria.

Moral: Desprezar o que não se consegue conquistar é fácil.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Poema de Vida

Foto Fernanda Figueiredo

                      Poema de Vida
                     
                                                       Fernanda Figueiredo.

Quero dizer
de um desejo
assim...

            como as ondas do mar e os pingos de sal
            sobre  mim

longe das praias urbanas
que não me seduzem mais
Quero dizer
dessa minha liberdade de brincar com a vida
com as vibrações e as energias
de me encarar sem subterfúgios















do meu medo do meu medo
de ser um touro
às vezes,
um bichinho de pelúcia.


Da vontade imensa de 
dispensar fatalidades
de transformar o impossível no imediato
de  romper  minhas grades
e reconstruir minhas ruínas

Quero dizer
meio sem jeito
da dualidade permitida
da natureza dos sentimentos
que me despe

Às vezes,
omissão com a vida
ou paixão de prolongar as aventuras
E que das ilusões sofridas
resiste sempre uma verdade
que pode ser ou não
a sua...

Que não gosto de dividir o meu eu
entre risos e riscos
prefiro o mistério
amar mais de um entre poucos...

Quero dizer
da beleza da flor de cactos
da meditação que rompe
neste ano que não acontece quase nada...

1990-1991

terça-feira, 18 de junho de 2013

O VINAGRE DAS MIDIAS SOCIAIS



O vinagre das mídias sociais
                                                                                                               Fernanda Figueiredo.

Estas últimas manifestações ocorridas em várias capitais do país, pegaram todos de surpresa, principalmente, os políticos. Espremida entre o dia dos namorados, Santo Antonio e São João, a manifestação comprovou o poder das redes sociais e o povo sentiu nessa convocação uma imensa vontade de sair às ruas para protestar. Na era tecnológica, graças à internet, é possível realizar uma mobilização estrondosa. Essa revolução tecnológica é capaz de transformar o impreciso no imediato e provar que  o alcance das mídias sociais é impressionante.

Afinal, do que protestam? De fato, foi uma manifestação diferenciada. Não foi organizada por partidos e sindicatos, nem foi uma manifestação tipicamente da esquerda unida, não foi uma manifestação de um líder. Era o povo com vontade de ser ouvido.

Eu, por exemplo, fiquei surpresa. Em toda minha vida de militante, só fui protestar quando as coisas estavam muitos ruins, quando não dava mais para suportar à questão econômica ou política do país.

Tem questões que precisam ser melhoradas? Sem dúvida, principalmente, na saúde e na educação, e, sobretudo, na esfera política.

Há um desejo latente de se acabar com a corrupção e as mazelas que acontecem no Congresso. Achei bonita a presença do povo na marquise do Congresso. Foi algo inédito. Há alguns anos, visitei a marquise do CN, mas logo os seguranças pediram, gentilmente, para eu me retirar. A juventude emoldurando a obra de Niemeyer foi algo impactante.

No Rio de Janeiro, foi bacana o protesto da Av. Rio Branco, onde já cruzei diversas vezes essa avenida para protestar. Na última vez, que participei de uma manifestação na Avenida Rio Branco, foi ano passado, durante a Rio+20. É sempre emocionante. 

Desta vez, o estopim para os jovens ocuparem às ruas foi o aumento da passagem. Há tempos os estudantes reivindicam o passe livre, o Movimento Passe Livre foi identificado como um dos organizadores do evento. Porém, à adesão a manifestação foi bem ampla, assim como a pauta de reivindicações. Foi identificada outra vertente do protesto: A Copa. No banco dos réus, os gastos exorbitantes da Copa das Confederações e os ingressos super caros, não acessíveis ao povo brasileiro, que ficou de fora. No país do futebol e o povo não foi convidado para a festa. Isso é sintomático. Assim, como o fato do País não ter recebido as melhorias prometidas, apesar de o evento ser tão aguardado pelo povo brasileiro. Na abertura em Brasília, a presidente Dilma foi vaiada por uma elite que tinha condições de pagar pelo ingresso, a mesma elite que não suporta a ascensão da classe c e as mudanças sociais. Por entender que  políticas sociais são necessárias é que achei a vaia desnecessária, deselegante.

O recado que se  captou das ruas foi uma insatisfação geral, uma catarse coletiva, contra os partidos e governantes das diversas siglas. Além, do medo da volta à inflação, a letargia do Congresso, a votação da PEC 37. Há uma catalepsia política no Legislativo.

Denominada a Marcha do Vinagre, acho que não veio para azedar a relação com à  classe política, mas, sobretudo, veio para uma reflexão, para permitir o diálogo, estabelecer um canal de comunicação do povo com os governantes. 

Que País é esse? É um país de um povo pacato, feliz, sonhador, e que se pergunta: Afinal, quero mudar a realidade do país ou  falar da nossa própria utopia?