Histats

sábado, 21 de dezembro de 2013

De bar em bar ou Garçom!


                       
De bar em bar ou Garçom!

  Fernanda Figueiredo.

Não se permita,
repetir  o mesmo bar,
as  mesmas estórias, conversas.
Nem as mesmas quadras, esquinas,
As mesmas fantasias, o mesmo ritual.
A mesmice do quase sempre e
ou o que não lhes trará de volta
Cada qual no seu cada qual.

Não se permita,
feedback,
remake , velhas conversas,
voltar  ao passado, requentar,
querer repetir o que foi bom,
o que foi bom ficou..Já passou!
Nada de contrarrazões...
Nada será como antes...
Nem o bar, o chopp, o colarinho,
o gole, o gargalo, a gargalhada, a gorjeta,
o garçom, o galanteio.


Não se permita,
guardar rancor, se apegar,
frequentar a mesmice,
repetir os mesmos nomes, as piadas,
os casos e causos.
Tampouco amizades requentadas...

Não se permita somatizar
Cair na mesma esparrela,
naquele embate movediço,
do antagonismo de interesses...

Vire página, rasgue página,
Ultrapasse, sobrevoa, supere,
Resista!


quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Brazuca


BRAZUCA

                       Fernanda Figueiredo.

Caminha e chora Brasil
o choro dos inocentes
Carandiru ou Corumbiara...

Parece que  a noite não é somente
de candelabros, infelizmente,
de cenas  repugnantes
como da Candelária.

É a violência cotidiana
à falta de  resistência       
Brasil  com z
Brasil com s
ninguém esquece
Carandiru
Candelária, Corrupção, Corumbiara,

A película, a esperteza,
a safadeza,
a mãe gentio...
à vida vilã
a nossa tristeza.
Basta, Brasil!

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Homenagem ao sabiá que canta na minha janela...


O sabiá-laranjeira [Turdus rufiventris (Vieillot, 1818)] é uma ave comum na América do Sul e o mais conhecido de todos os sabiás, identificado pela cor de ferrugem do ventre e por seu canto melodioso durante o período reprodutivo. É apreciado especialmente no Brasil; segundo Decreto de 3 de outubro de 2002, as comemorações nacionais do Dia da Ave devem se concentrar no sabiá-laranjeira, "símbolo representativo da fauna ornitológica brasileira e considerado popularmente Ave Nacional do Brasil". Já era símbolo do estado de São Paulo desde 1966. Na literatura é frequentemente citado como o pássaro que canta o amor e a primavera, as origens, a terra natal, a infância, as coisas boas da vida, sendo imortalizado por Gonçalves Dias na abertura de seu célebre poema Canção do Exílio: 

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Chico Buarque escreveu em 1968 em conjunto com Tom Jobim uma canção onde o sabiá também figura em destaque, embora ali a ave apareça com o gênero feminino, o que, segundo o autor, deriva dos usos dos caçadores. Segue a primeira estrofe:

Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
Para o meu lugar
Foi lá e é ainda lá
Que eu hei de ouvir cantar
Uma sabiá
Cantar uma sabiá. 

Fonte: Wikipédia.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Alguma coisa acontece no meu coração...

SAMPA...

Perdi a conta de quantas vezes viajei do Rio para São Paulo nos anos 80 e 90. Certa vez, fiz uma viagem de trem, ultramoderno, padrão europeu. Empreendimento que não deu certo. Pena.

Retorno a Sampa para mais uma aventura. Desta vez, observei que a cidade empobrecida, está mal cuidada, mas continua gigante. É certo que a riqueza migrou para outros centros, todavia, o estado de São Paulo é importantíssimo para a economia do país, continua grande centro econômico e financeiro. 








FOTOS FERNANDA FIGUEIREDO


O centro da capital paulista precisa de cuidados. Há grande quantidade de mendigos, usuários de crack. E os engarrafamentos continuam crônicos. Talvez, os corredores de ônibus, em cidade inteiramente estrangulada não seja a solução mais adequada. 

Pontos positivos: a gastronomia, em todos os lugares há capricho no preparo dos alimentos.  São os melhores  pastéis, pães de queijo, bauru, empadas, roscas, cafés, almoço. É tudo muito bom e sempre da melhor qualidade.

Ponto para a população, que informa sempre ao turista, motoristas de táxi simpáticos e tudo funciona, serviços nota dez.






Ponto negativo: além dos engarrafamentos, à poluição. Mesmo hospedada em hotel 4 estrelas, há sempre um tapete, carpete, cortina, que atraem ácaros,  tudo isso, um convite para gripe, dor de garganta, sinusite, etc..

Em termos de polo de compra, o mundo hoje é globalizado, estava lá a mesma bolsa você já avistou várias cidades do país, tudo igual, às vezes, com o  mesmo preço. A compra só será válida para produtos bem direcionados.

Obrigada, São Paulo. Imagina...!



quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Coelhos em perigo!


Como foi denunciado aqui (foi furo do blog), os coelhos do Parque Olhos D’água, meus vizinhos, estão prestes ao fim. Culpa do Poder Público. Deveriam ter tomado as devidas providências e imediatas quando surgiu o problema. Hoje, como foi noticiado no Bom dia Brasil, TV Globo, os coelhos se reproduziram e quase estão se tornando uma praga. E ainda, correm o risco, caso a população não os adotem, de se transformarem em comida para os felinos do Zoológico. Como explicar para as crianças que todos os dias brincam e alimentam os fofinhos, que os pobrezinhos dos coelhos serão atirados na jaula dos leões e tigres? Claro, existe a cadeia alimentar, o instinto de sobrevivência, mas não se trata disso. Já existe o afeto das crianças e adultos pelos coelhinhos. Este coelho da foto chama-se Simpático. Foi batizado por mim. É o descaso essa demora dos Órgãos ambientais, de só tomarem uma atitude quando o caldo entorna. Igual ao acidente que poluiu o Lago Paranoá. Há meses que a imprensa, mídias sociais se reportam ao problema e a solução pode ser drástica para indefesos animaizinhos, neste período em que se aproxima o  Natal!

Felizmente, foram salvos. (depois de muita gritaria na  imprensa)

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Alfajor














Alfajor
                             
                                         Fernanda Figueiredo.

Cama com dossel, meu favo de mel
lua de maio, Alentejo, noite de desejo,
de estrelas , de amores,
meu doce alfajor...


Sou a turmalina paraíba
obra rara, tesouro esquecido
talvez, página  virada 
a caliandra do cerrado 
joia rara...
essência da  dama da noite de estrada...
flor de maracujá.

Vulcão em erupção
instigante, surreal  
doce  mel,
No vislumbre da aurora boreal, sideral
a eterna sinfonia 
encontro de magia 
pás- de- deux 
mon amour. .. 

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Análise da notícia



Ano passado estive no Rio de Janeiro, fotografei o barco, do Eike Batista (foto), que transportava turistas para um breve passeio pela Baía da Guanabara. O super iate fora batizado de Pink Fleet. Este ano, li que a mesmo barco foi levado para o desmanche devido à falta de interessados em comprá-lo. Como sabido, uma das empresas do considerado “um dos homens mais ricos do mundo”, enfrenta dificuldades, é obrigada a renegociar a bagatela de 45 milhões de dólares.

Foto Fernanda Figueiredo, junho de 2012.

Eike colocou o Hotel Glória à venda. Quando Eike comprou o Hotel, em 2008, após 50 anos como propriedade da família de Eduardo Tapajós, anunciou aos quatro ventos, grandes reformas. Entretanto, a descaracterização do Hotel foi bastante criticada, o objetivo do grupo do empresarial seria manter, apenas, a fachada. Inacreditável. O Hotel Glória tem história. Foi palco de grandes acontecimentos políticos e sociais.  participei de alguns eventos deste Hotel, localizado no Flamengo, (zona sul, do Rio de Janeiro), e causava-me deslumbramento a arquitetura art déco, seus salões, móveis, piscina maravilhosa, tudo aconchegante, retrato de uma época. Ainda encontrava-se bem preservado, na Rio 92, quando  nos seus salões e auditórios foi realizado o Fórum Internacional de ONGs, com ambientalistas do mundo inteiro.

Não quero aqui tripudiar em cima de ninguém. Todos nós, estamos suscetíveis às  intempéries nos negócios ou, em nossa vida pessoal. Torna-se, instigante observar, como essas notícias, dos famosos em situação de falência, são cada vez, mais expostas na internet e damo-nos conta que tudo que é sólido pode desmanchar no ar... Ou, que artistas, empresários, famosos ou não, podem viver situações de bancarrota, como qualquer cidadão. Os fatos são bem mais comentados, com muita propagação das mídias sociais em tempo record.